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06

O que vem à cabeça quando se fala em “Arquitetura Oriental” ?

Alguma leveza no ar ? Apesar da sua simplicidade, as memórias das pessoas que vivem no Oriente remete à valorização da natureza, e um link entre tradição e modernidade. Inevitavelmente, o destaque fica por conta da China e do Japão, países cuja cultura se alastrou com mais intensidade no Ocidente.

A arquitetura do Oriente não disputa espaço ou atenção com elementos naturais. Pelo contrário, incorpora-os em cada aspecto, da base das construções aos detalhes da decoração. A decoração oriental busca a fusão de vários estilos, trazendo referências do japonês, chinês e até do asiático. Para nós, ocidentais, tudo é muito leve e limpo. Por isso, composições que resultam em tranquilidade são as mais procuradas para definir este estilo.

O estilo nórdico, da Escandinávia, tem uma simbiose grande com o estilo japonês, eu vejo bastante delicadeza nos dois estilos, elegância e funcionalidade, além da funcionalidade sem excessos, com base em madeira e tons neutros. Uma arquitetura minimalismo. A decoração oriental, em especial a japonesa, valoriza os cômodos abertos, normalmente conectados pelos painéis de Shoji, que são aquelas portas de papel de arroz e bambu   (uma boa ecológica substituição).

A madeira sempre aquece ambientes, e as construções são leves, inteligentes e   limpas. Há um templo na China construído em 1506, “Pagoda Yingxian” sem um prego, realmente é uma arquitetura inteligente e é de se tirar o chapéu.

AS CORES

A maioria das decorações orientais são inspiradas em cores da natureza. Cores neutras como tons de creme, azul claro e até mesmo cinza caracterizam muito bem esse estilo, deixando o ambiente muito elegante e harmonioso. Apesar de usarem muito esses tons, se o desejo for transformar o ambiente em um lugar mais luxuoso, é possível utilizar uma paleta de cores mais vibrantes, como vermelho, rosa e roxo.

EQUILÍBRIO E ALINHAMENTO

O equilíbrio nesse estilo é essencial! Uma decoração com pedras naturais, piso de madeira, cortinas de bambu e texturas orgânicas tornam tudo mais agradável. Pequenas estátuas de Buda, pinturas de rolagem asiática e divisores de quarto shoji conseguem inserir uma linda decoração oriental pela casa de uma forma simples. Alinhe tudo e mantenha os olhos dos espectadores sempre relaxados. Essa é a melhor receita para transmitir tudo o que o estilo oriental traz: tranquilidade, boas vibrações e relaxamento.

AS FORÇAS DA NATUREZA

Utilizar o som da água é ideal para criar um espaço simples e de contato com a natureza. A dica é escolher um ambiente da casa para colocar uma fonte, e se o objetivo for potencializar o ar oriental, decorações com velas e bonsais são as opções ideais. A água também possui a função de purificar o espaço, umidificando e refrescando o ambiente. Uma dica é cuidar com as instalações hidráulicas para que este espaço não gere problemas futuros, como infiltrações.

 

ILUMINAÇÃO

A iluminação acrescenta elegância a qualquer espaço! Experimente iluminar um ponto da casa com um cordel de lanternas japonesas ou um candeeiro marroquino, isso deixará o ambiente autêntico e com mais personalidade. Esse é o item mais fácil de aplicar em algum projeto. Você pode optar também por temas mais exóticos, que se tornem o ponto focal do espaço. Tente evitar luminárias com estilo industrial ou com metais muito evidentes.

TIRE OS SAPATOS E ACOMODE-SE

Almofadas de tecidos delicados são ótimas opções para enriquecer o ambiente, assim como a clássica cama japonesa também conhecida como Futon, um colchão milenar confeccionado com inúmeras camadas de algodão e colocado sobre um tatame. Feito por um Shikibuton (colchão interior), um Kakebuton e uma Makura (almofada), é justamente essa cama icônica do estilo oriental a responsável por atribuir ao quarto uma atmosfera aconchegante.

OS JARDINS

O jardim é amplo e usualmente é o entorno da construção, como se ela estivesse envolvida por ele. Mas também é possível reproduzir seus conceitos em versões reduzidas e até mesmo dentro de casa, com um espaço com areia branca e um ancinho, utilizado para desenhar pequenas ondas.

PRESENÇAS GARANTIDAS

  • Fontes de água corrente ou pequenos lagos artificiais abrigando carpas;
  • Arvores como as cerejeiras e o bordo japonês, flores como lírios e peônias;
  • Areia branquinha, especialmente nos jardins zen, nos quais não costuma haver água;
  • Pontes, em particular as de bambu;
  • Pedras dispostas com atenção.

LEMBRETE

Nada de exageros, somente o essencial! Esse estilo apresenta linhas retas e bem definidas, perfeitas para clientes apaixonados por uma decoração mais minimalista que buscam equilíbrio e valorizam o espaço com muita elegância.

E quando a gente fala sobre a arquitetura japonesa, lembre-se da placa de “não empurre” espere pacientemente a sua vez. Porque eles são calmos e bem humorados, aliás até o silencio é divertido porque as resposta se afloram com uma simples meditação.

 

*Imagens retiradas da internet.

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